Apresentação
Museologia Digital é um repositório de informação para integrar e dar visibilidade aos registros do passado e do presente da Museologia brasileira. Difunde conteúdos de tipologias e mídias diversas, presentes em publicações, imagens, filmes, vídeos, rádio e podcasts.
Desenvolvido pelo Centro Nacional de Estudos e Documentação da Museologia – Cenedom, do Instituto Brasileiro de Museus – Ibram, a iniciativa visa congregar instituições, coletivos e sujeitos detentores de acervos originais relacionados ao tema investigado.
Museologia Digital é um repositório voltado à preservação e difusão digital, que utiliza a Tainacan, uma ferramenta para WordPress. Trata-se de um software livre, utilizado por museus, universidades e outras entidades do Brasil e do exterior, de âmbito público e privado.
O repositório é herdeiro direto dos avanços alcançados com o Fórum Acervos – FA. Criado na plataforma Tainacan, o FA buscava atender a demanda do Departamento de Difusão, Fomento e Economia de Museus – DDFEM em compartilhar a memória dos Fóruns Nacionais de Museus. Em seguida, o Cenedom passou a aproveitar as amplas potencialidades de difusão da ferramenta para dar acesso às publicações do Instituto Brasileiro de Museus – Ibram.
O potencial do projeto foi percebido por outras áreas do Ibram, que passaram a criar ou demandar novas coleções no FA. O crescimento do número de colaboradoras(es) e informações presentes no repositório, somado a sua ampla utilização no Saber Museu1, gerou um novo desafio à CAInf: criar uma arquitetura de interligação, capaz de oferecer maior integração de conteúdos e, proporcionar maior escalabilidade nos resultados de busca.
Iniciou-se um profundo estudo da estrutura de documentação e indexação dos registros. Seu resultado apontou para duas necessidades prementes: o desenvolvimento de estruturas informacionais comuns às coleções, que fossem uniformes e, ao mesmo tempo flexíveis, para garantir a independência do trabalho das(os) articuladoras(es) do repositório. E, a produção de taxonomias capazes de potencializar a plataforma como uma base de gestão de conhecimento para o Ibram.
Este foi o ponto de partida para o nascimento do Museologia Digital. Sua concepção teve como fio central o conceito de inteligência coletiva, formulado por Pierre Lévy, que o descreve como: “uma inteligência distribuída por toda parte, incessantemente valorizada, coordenada em tempo real, que resulta em uma mobilização efetiva das competências” (Pierre Lévy, 1998, p. 28)2. Ela visa ao reconhecimento das habilidades inerentes aos indivíduos, a fim de coordená-las para serem usadas em prol da coletividade.
Compreendendo às características próprias do trabalho em rede, o repositório Museologia Digital foi projetado, inicialmente, para o funcionamento em três diferentes níveis: 1. atuação direta de articuladoras(es) internas(os) do Ibram; 2. estabelecimento de parcerias com instituições ligadas ao campo museal e museológico, que preservam coleções analógicas e digitais, vitais à história da Museologia no Brasil e 3. a busca por estabelecimento de modelos federados3 de compartilhamento de informações.
A gestão do repositório ficará a cargo de um Comitê Gestor – CG, formado com representantes de cada uma das entidades e órgãos participantes. Neste primeiro momento do projeto, voltado ao diálogo interno na Autarquia, projeta-se que o CG seja coordenado pela CAInf, sendo composto por um representante e um suplente da CGSIM, do DDFEM e do DPMUS.
Sua primeira tarefa será grandiosa. Criar mecanismos de análise e aprovação coletiva da taxonomia Assunto. Sendo a Museologia, uma área do conhecimento que não dispõe de uma ontologia4, caberá ao CG harmonizar as diferentes perspectivas das(os) profissionais do campo, rumo a construção de um sistema de representação e organização do conhecimento que integrará o repositório.
Este tutorial foi projetado para as(os) articuladoras(es) ligados ao Instituto Brasileiro de Museus. Os dois primeiros capítulos foram produzidos com o auxílio de publicações, lançadas ou ainda no prelo, voltadas a descrever e ilustrar o uso do Tainacan. Este é o caso dos vídeos e artigos disponibilizados na página denominada Documentação, do site do Tainacan (https://tainacan.org/documentacao) e o Manual de Criação de Coleção, que está em produção pela museóloga Amanda, para apoiar os museus na documentação dos seus acervos.
A disponibilização deste tutorial será simultânea a oferta de uma capacitação para a utilização autônoma de cada órgão finalístico do Ibram.